Foi um baile. Bastou que uma seleção se dispusesse a jogar sério e com competência para que o impávido Paraguai desmoronasse. Com transição rápida e chegada precisa de Di Maria e Pastore pelos dois lados do ataque, surpreendendo a linha de marcação, a Argentina não encontrou a menor dificuldade para disparar a maior goleada da Copa América até aqui.
Lionel Messi teve comportamento discreto, até inferior ao ritmo que exibiu contra a Colômbia, mas ainda assim fez a diferença contribuindo para abrir os caminhos em meio aos botinudos beques paraguaios.
Como a Argentina tem outros grandes jogadores e sabe se distribuir em campo, a goleada (6 a 1) foi alcançada com relativa tranquilidade. Podia até ser maior, caso Higuaín e o próprio Messi tivessem aproveitado outras oportunidades criadas.
Pode-se dizer que foi a primeira realmente categórica de um dos favoritos ao título continental. Tata Martino parece ter orientado seus jogadores para que mostrassem a verdadeira força ofensiva da equipe, como forma de superar o Paraguai e impor respeito aos chilenos, adversários da final.
Por tabela, a acachapante atuação argentina serve como lição ao teimoso e irascível Dunga, que não só avaliou positivamente o fiasco brasileiro no Chile como dirigiu jabs verbais a Zico.
Bem que o Capitão do Mato podia ter aproveitado a ocasião para aprender alguma coisa com a simplicidade desconcertante do esquema de Martino. Seu time usa toques rápidos e envolventes, sempre pra frente e buscando o gol. Parece fácil – e é, quando há talento envolvido.
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