O Papão lidera a Série B, empreende uma campanha surpreendente, celebrada por todos. Está em lua-de-mel com seu torcedor. A trajetória é tão positiva que muitas vezes inibe críticas ao time ou ao sistema de jogo. Mas não existem equipes perfeitas e criticar é o papel do analista esportivo.
O lado direito, razão maior das preocupações do técnico Dado Cavalcanti, como já havia sido de seu antecessor Mazola Jr., segue inquietando a todos na Curuzu.
Curioso é que por ali trafega também o maior talento do time. Pikachu, lateral-direito de origem, principal jogador e um dos goleadores do Papão. Titular absoluto e inquestionável. Sob suas costas, porém, floresce uma imensa avenida que os adversários já mapearam e procuram explorar.
Mesmo o confuso Atlético-GO, adversário de terça-feira, tentou se dar bem investindo por ali. Forçou ataques seguidos e quase conseguiu chegar ao gol no primeiro tempo. Antes, o Vitória também buscou atalhos no finalzinho da partida, criando bastante desassossego.
O jogador que tem funcionado como escolta de Pikachu é Jonathan, mas nem sempre este se mantém de guarda quando é necessário. Mas antes de fazer qualquer juízo a respeito, cabe observar que, pelas próprias características, Jonathan é muito mais meia do que volante, mais homem de ataque do que de retaguarda.
Capanema ainda é o mais caprichoso vigilante da ala direita da defesa e talvez fosse o caso de ser oficializado por ali. O diabo é que também marca como poucos, respondendo pelo policiamento à entrada da área. Dado deve estar queimando pestanas com essa dúvida inquietante, ainda mais levando em conta as arapucas que aguardam pelo Papão na Arena Fonte Nova.
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