Nem bem era encaminhada a negociação de Ameixa com o Corinthians, por um valor em torno de R$ 500 mil, eis que outra notícia ruim caiu como bomba no Evandro Almeida, ontem. Banpará, Funtelpa e Federação Paraense de Futebol receberam um ofício da 13ª Vara da Justiça do Trabalho, informando que os repasses destinados ao Remo estão bloqueados até que toda a dívida do clube junto à JT seja quitada.
O surpreendente é que a Justiça do Trabalho está apenas fazendo cumprir um acordo assinado pelo presidente Pedro Minowa em janeiro deste ano, concordando com o bloqueio integral dos repasses. Minowa se encontra licenciado do cargo até dezembro.
São petardos de efeito retardado deixados pela caótica gestão de Minowa, em tudo parecida com a do antecessor. Fontes da diretoria revelam que os problemas se avolumam à medida que documentos deixados pelo dirigente licenciado são descobertos.
A decisão judicial tirou parte do entusiasmo com o negócio envolvendo Ameixa, joia do clube, 19 anos, revelação do último Parazão e que era trabalhado para vir a ser um dos grandes nomes da equipe na temporada.
Acontece que a situação financeira desesperadora não permitiu que esses planos fossem levados a cabo. A essa altura, a entrada de dinheiro é fundamental para cobrir as pendências e garantir uma boa campanha na Série D.
Ao contrário do ocorrido com Roni, cujo dinheiro da venda até hoje não foi contabilizado na tesouraria do clube, a ida de Ameixa para o Corinthians já rendeu até um adiantamento para o Remo, permitindo sanar débitos mais urgentes.
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