Os mais regulares da equipe foram os zagueiros de área, que também acabaram como responsáveis diretos pelos dois gols. De maneira geral, porém, o Papão abriu mão do enfrentamento, optando por esperar o Bahia em seu campo. Apostou pra ver, e saiu com a classificação.
A preocupar apenas a postura excessivamente medrosa diante de um adversário mais atrapalhado do que perigoso, visivelmente tenso e desarrumado no setor de criação.
Caso tivesse ousado um pouco no começo do segundo tempo, invertendo seu posicionamento e partindo para o ataque, o Papão poderia ter surpreendido os donos da casa e evitado os riscos terríveis que correu até o apito final.
Aylon correu inutilmente o jogo todo, pois não tinha função a executar. Ora esperava a bola que não chegava ao lado direito do ataque, ora voltava para ajudar no combate sem ter cacoete de marcador. Com o adendo de que não prendia nenhum defensor adversário, pois Ávine aparecia sempre livre para cruzar do lado esquerdo da área.
Souza passou três quartos da partida esperando cruzamentos que nunca chegavam. Cearense teve a mesma sina.
Estava óbvio que era um jogo para ser administrado com forte presença defensiva, mas sem abrir mão de alternativas de escape para surpreender o oponente. E chances não faltaram para contragolpes mortais, principalmente no segundo tempo.
Como o resultado foi obtido, a torcida pouco irá se importar com o planejamento tático do Papão na noite de ontem. Mas, para os próximos passos na Copa do Brasil e principalmente na Série B, os erros devem ser cuidadosamente observados e corrigidos.
Contra um adversário melhor preparado e menos nervoso que o Bahia a estratégia empregada certamente geraria muita dor de cabeça.
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