Os critérios da arbitragem brasileira seguem insondáveis e misteriosos. O penal marcado contra o Sport na reta final do jogo com o Corinthians, na quarta à noite em São Paulo, reabriu as discussões sobre a interpretação de lances de bola na mão. O jogo estava empatado em 3 a 3, após grande reação do time rubro-negro, quando uma bola cruzada da esquerda tocou na mão de um zagueiro pernambucano. Fiel às recomendações da Fifa para esse tipo de jogada, o árbitro assinalou o penal. Na sequência, Jadson cobrou a infração e garantiu a vitória do Corinthians por 4 a 3.
O problema é que, domingo, na partida entre São Paulo e o mesmo Corinthians, lance semelhante teve interpretação diferente. Bola chutada por um atacante são-paulino bateu nas mãos de um zagueiro corintiano, mas o árbitro não viu irregularidade no lance e mandou o jogo seguir.
A discussão ganhou contornos mais acalorados pelo extenso histórico de marcações de arbitragem que beneficiam o Corinthians, principalmente quando joga em São Paulo. Ficou no ar a dúvida sobre se o árbitro teria a mesma convicção para marcar a penalidade se o lance tivesse acontecido na área corintiana, alimentando as desconfianças de que existe um critério para os outros clubes e um exclusivamente para a poderosa e tradicional agremiação paulista.
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