Peço permissão aos 27 baluartes da coluna para reproduzir aqui a carinhosa manifestação de meu compadre Waldemar Marinho, a respeito de episódio marcante por ocasião do nascimento do infante João Gerson, há exatos 14 anos.
“Considerações sobre o Ofício de Pai e um aborrecente que não gosta muito de tirar fotografias. Esse moleque travesso de camisa verde aí dessa imagem é o badalado infante João Gerson Nogueira, meu afilhado. Quando ele nasceu, num certo 17 de agosto, leonino, portanto, meu compadre estava atarefado com o fechamento da edição do jornal daquele dia e chegou na maternidade quando ele já estava fora da barriga da mãe, muito bem assistida pela madrinha do João que a estava acompanhando, enquanto o compadre cumpria sua obrigação profissional.
A madrinha então pegou o rebento com delicadeza e o depositou nos braços do pai que, cansado, sentou-se em uma cadeira e caiu num pranto emocionado, molhando a camisinha do molequinho com as mais puras lágrimas de amor de pai num momento de atmosfera divina e abençoada.
Essa narrativa me foi feita pela madrinha dele, mais tarde, tendo em vista que naquele dia eu estava viajando a serviço como era o meu ofício antes da aposentadoria.
Hoje, um dia depois do aniversário, contemplando essa fotografia publicada na página do meu compadre, e lendo o seu texto, posso compreender perfeitamente a origem do gesto e das lágrimas no dia daquele nascimento: o amor que une essa família. Garantia de que meu afilhado está se desenvolvendo num universo feito de união, simplicidade, trabalho, harmonia e amor. Nada poderia ser melhor para ele.
Parabéns pra você, meu querido João Gerson Nogueira
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