Será uma batalha, como toda disputa eliminatória, mas desta vez as diferenças não são tão acentuadas. O Fluminense, da Série A, recebe o Papão, da Série B, mas não se pode dar ao clube carioca amplo favoritismo, apesar de levar a vantagem natural por jogar diante de seus torcedores. O fato é que nas condições atuais a partida é mais equilibrada do que se poderia imaginar algumas semanas atrás.
Mesmo com seus medalhões Ronaldinho Gaúcho e Fred, o Fluminense tem pontos fracos e nos últimos jogos mostrou deficiências gritantes, principalmente no setor defensivo. Sofre com a entrada súbita de uma estrela no time, com o agravante de ser uma estrela que não marca ninguém e que só recebe as chamadas bolas boas.
Ao lado de Fred, Ronaldinho precisa que os demais companheiros corram e marquem por ele. Essa nova feição que o Flu adquiriu desde a sua chegada responde por alguns tropeços recentes e tornou o time menos ágil e vibrante como antes.
No fim de semana, contra o Figueirense, o Tricolor teve sérias dificuldades para chegar à vitória, de virada, por 2 a 1. Durante boa parte do jogo, o alvinegro catarinense foi superior, criando boas oportunidades.
Vem daí a expectativa positiva quanto ao comportamento do Papão na partida desta noite. Com a formação bem próxima daquela que empreendeu a sequência de oito jogos invictos no começo da Série B, o time tem condições de fazer uma apresentação convincente, sem se expor em demasia e procurando explorar os espaços que o Flu pode oferecer.
A opção por Leandro Cearense e Aylon, anunciada ontem pelo técnico Dado Cavalcanti, é a saída mais coerente que podia haver para a formação do ataque bicolor. Foram os atacantes que atuaram maior número de vezes, tendo naturalmente mais entrosamento que os demais.
Além disso, Cearense é o principal artilheiro do Papão na Série B, atravessando um bom momento depois dos gols marcados contra o Oeste no sábado passado. Boleiros precisam de confiança para render bem e, com o apoio dos torcedores depois da boa apresentação na última rodada, Cearense volta a se sentir importante para o time.
Quanto aos demais setores, Dado escala jogadores que já vinham atuando tanto na Copa BR quanto na Segunda Divisão, o que é garantia de entendimento entre os escalados. Na proteção à zaga, Capanema ganha a companhia de Augusto Recife, substituto de Fahel, suspenso, e de Jonathan. Particularmente, aprecio mais a leveza e o dinamismo desse trio de marcação, com a vantagem que a presença de Jonathan representa quanto ao apoio às subidas de Pikachu.
Carlinhos volta à meia-cancha em substituição a Valdívia, que não pode atuar porque já defendeu outro clube na competição. Dos armadores disponíveis na Curuzu, Carlinhos foi o mais utilizado até agora, embora sem ter mantido regularidade. Ganha nova chance em jogo de grande importância para o Papão.
Promessa de um bom espetáculo no Maraca e que o Papão não se deixe levar pela tentação do recuo excessivo, que normalmente é a porta de entrada para derrotas fora de casa.
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