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GERSON NOGUEIRA

Jogo ruim, resultado satisfatório

Ricardo Vilar, goleiro do Rio Branco, foi o melhor em campo, fazendo cinco grandes defesas. Sua atuação reflete a produção ofensiva do Remo no primeiro tempo. Na etapa final, o time acreano abandonou a cautela e chegou a fazer forte pressão, que só diminu

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Ricardo Vilar, goleiro do Rio Branco, foi o melhor em campo, fazendo cinco grandes defesas. Sua atuação reflete a produção ofensiva do Remo no primeiro tempo. Na etapa final, o time acreano abandonou a cautela e chegou a fazer forte pressão, que só diminuiu nos 15 minutos finais.

Apesar das chances criadas, o Remo teve atuação confusa e desarticulada, com erros de passe e marcação desatenta sobre os atacantes e meias do adversário. Com Edcléber, Sílvio e Aleílson bem avançados, a equipe paraense teve amplo domínio, chegando a sufocar o Rio Branco, que utilizava sua zaga reserva e sentia a ausência do meia Robinho.

Eduardo Ramos, que teve a bola do jogo nos pés logo a 1 minuto, tentava as jogadas de aproximação com os atacantes, mas no geral não reeditou rendimentos anteriores, pecando em lances importantes. No segundo tempo. Teve ainda uma grande oportunidade nos pés, mas o goleiro evitou o gol. Mesmo abaixo do nível habitual, quase conseguiu fazer um gol olímpico nos instantes finais.

Na verdade, o Remo encarou o primeiro tempo com ousadia, disposição para atacar e vontade de vencer. Depois do intervalo, passou a se comportar como se estivesse interessado apenas no empate. Recuou muito, atraiu o Rio Branco para seu campo e quase se complicou. Não tinha saída inteligente e complicava lances bobos.

A zaga azulina acabou se safando muito mais pelas limitações do ataque acreano. A situação só se acalmou quando Juninho entrou (substituindo a Edcléber), passando a cair pelo lado direito do ataque. Com ele e Léo Paraíba, o Remo voltou a respirar, passando a sair de seu campo e quase matando o jogo em dois bons ataques.

O empate, mesmo depois das chances desperdiçadas, foi o resultado mais justo. Os erros de posicionamento e finalização justificaram a igualdade.

Depois do jogo, Cacaio admitiu que a equipe não convenceu, mas destacou o bom resultado. Sobre a perda de tantos gols, atribuiu ao mau momento dos atacantes. A bola não quer entrar, argumentou.

Quanto ao futuro na competição, o técnico entregou a Deus. Em termos espirituais, tudo certo. Mas na vida real o Remo não pode ficar à espera da ajuda divina. Precisa é jogar mais bola.

(Gerson Nogueira)

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