Fã assumido do talento de Hulk para caneladas e trombadas, leitor interpela o escriba sobre a manifesta a versão ao zagueiro disfarçado de atacante. Respondo ao cidadão (que preferiu não ser identificado) que não posso ser fã de um brucutu, categoria que desonra o Brasil bom de bola.
Justiças e faça, Hulk não é o primeiro nem será o último ferra brás posto a serviço do escrete canarinho penta campeão do mundo. Todos foram devidamente esquecidos ao longo do tempo. De imediato, vem à mente o nome de Fontana, o beque reserva de Brito na Copa de 70.
Há, também, o célebre caso de Chicão, o volante carniceiro que Cláudio Coutinho ou sou transformar em símbolo de sua seleção na Copa de 1978, ignorando o craque Falcão. E não se pode esquecer de Elzo, maior pecado de avaliação da carreira de Mestre Telê. O volante do Galo foi levado à Copa de 1986 e deve ter arrancado vários quilômetros de gramas mexicanas com seus poderosos carrinhos.
Em 1994, Parreira teve a pachorra de levar o folclórico Viola à campanha afinal vitoriosa nos Estados Unidos. Resulta daí um daqueles absurdos típicos do futebol. Viola, do alto de sua conhecida falta de tato com a bola, é campeão do mundo, enquanto craques com o Júnior, Zico, Falcão e Sócrates passaram em branco.
O incrível Hulk, porém, apesar da reiterada insistência de Felipão, Mano Menezes e Dunga, dificilmente terá a mesma sorte de Fontana, Viola e Vampeta, para ficar apenas em três exemplos de campeões mundiais por ironia do destino.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar