No fim do dia, a Alemanha produziu outra notícia surpreendente. O lateral brasileiro Rafinha anunciou publicamente sua desistência da Seleção Brasileira, abrindo mão de convocações futuras e confirmando o processo de naturalização para defender a seleção germânica. Nos tempos de Zagallo e seu discurso “ame-o ou deixe-o”, Rafinha seria execrado por esnobar a camisa canarinho pentacampeã do mundo.
Seu gesto só não causa mais espanto porque a fase da Seleção Brasileira não é mesmo das mais atraentes. O time se transformou num fantasma, com lampejos em alguns amistosos furrecas, mas sem jamais comover ou tocar o coração da torcida depois do desastre de 2014.
Além do mais, Rafinha toma um caminho que Diego Costa já havia seguido há três anos, quando decidiu pela cidadania espanhola e virou as costas para o escrete então dirigido por Felipão. Teve peito e veio jogar a Copa pela Espanha de Vicente Del Bosque.
Longe de embarcar naquele discurso xiita de amor à pátria e outras baboseiras do gênero, entendo que um atleta precisa ter responsabilidade. No último dia 17, ao ser convocado para as Eliminatórias, Rafinha postou mensagens nas redes sociais exultando com a chance de representar o país e “feliz com a oportunidade”.
Pelo visto, mudou de ideia em apenas uma semana.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar