Todo mundo se acostumou a descer a lenha em Eurico Miranda, por amplas e quase sempre merecidas razões, mas desta vez ele tem razão ao questionar a conduta das arbitragens nos jogos do Vasco na Série A. Ameaçadíssimo de novo rebaixamento, o time da Colina tem sido vítima de erros seguidos, como os da partida com a Chapecoense, na última quinta-feira. O árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro, além de dar um penal inexistente contra o Vasco, deixou de marcar um toque acintoso da zaga catarinense.
Curiosamente, Ribeiro comandou a partida do turno, quando expulsou dois jogadores vascaínos em decisões muito contestadas pelos cariocas. Eurico ataca o árbitro, mas mira de verdade em Delfim Peixoto, cartolão que há anos preside a Federação Catarinense de Futebol e tem fama de peitar árbitros, além de visitar vestiários como forma de intimidação. Delfim nega, mas há comprovação de que esteve mesmo visitando os árbitros antes e depois do jogo entre Chapecoense e Vasco, em julho.
Com a fúria habitual, o dirigente do Vasco levanta suspeitas sobre uma “conspiração” em favor das equipes de Santa Catarina. Cita até a presença de um filho de Delfim, Mário Pádua Peixoto Neto, como delegado do jogo Avaí x Vasco. A ira de Eurico é maior porque a batalha vascaína para não cair envolve diretamente os quatro representantes catarinenses - Joinville, Chapecoense, Avaí e Figueirense.
O lado positivo da história é que, em meio às acusações aos árbitros, Eurico insinuou que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, terá muito do que se arrepender caso o Vasco continue a ser garfado.
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