A demissão de 34 profissionais da ESPN Brasil, anunciada ontem, joga luz sobre a difícil realidade do jornalismo esportivo no país, às voltas com desafios gigantes para permanecer influente e de pé. O avassalador crescimento da comunicação on-line não se faz acompanhar de sustentação financeira para manter equipes, investimentos tecnológicos e coberturas cada vez mais caras.
Quando uma redação qualificada como a da ESPN faz cortes na própria carne, todos temos a lamentar, pois todos perdemos – profissionais da área e público consumidor. Há quatro meses, o Portal Terra já havia feito várias demissões. Outros veículos também reduzem seus quadros.
Cobrir esportes no Brasil sempre exigiu muita grana até porque, com exceção das redes de TV aberta, os grandes anunciantes a cada dia se mostram mais refratários a estabelecer parcerias. No mundo inteiro, o mercado jornalístico sofre com a chegada de um novo tempo, delimitada pelo jornalismo digital, sem que se tenha saída a curto ou médio prazo.
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