Um golaço é obra de arte que fica para sempre exposta na galeria dos deuses da bola. Neymar, autor de outros lances memoráveis, cravou neste fim de semana outra pintura admirável. Recebeu cruzamento de Luizito Suarez, chapelou um zagueiro sem olhar e antes que a bola tocasse o solo emendou um disparo forte, sem chances para o goleiro do Villareal.
A composição da jogada lembrou o gol de Pelé contra a Suécia, o terceiro do Brasil na final de 1958. Ele recebeu, dominou no peito e aplicou um chapéu no marcador, antes de bater para as redes.
Roberto Dinamite também fez um gol nos mesmos moldes, aplicando lençol em Osmar Guarnelli , do Botafogo.
O fato é que jornais e emissoras de TV do mundo todo não param de reproduzir o lance, sem economizar elogios ao brasileiro. Gols desse naipe ajudam a consolidar o nome de um craque, agregam prestígio e reconhecimento. Pena que o Prêmio Puskas da Fifa já fechou as inscrições e escolhas nesta temporada.
No aspecto pessoal, Neymar, depois de semanas colecionando notícias ruins no âmbito do fisco, teve enfim uma oportunidade luminosa e não desperdiçou.
Craques são assim. Respondem em campo aberto.
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