Luan, Gabriel Jesus, Kennedy, Gabigol, Lucas Silva. Jogadores novos e futurosos, que despontam com algum relevo em seus clubes. Luan (Grêmio) e Gabriel (Palmeiras), os mais badalados, despertam a cobiça de times europeus. O gremista já foi comparado a Neymar. São os destaques da seleção olímpica, que ano que vem tentará conquistar o inédito ouro nos Jogos do Rio.
O problema é que ainda são desconhecidos do grande público e o torcedor paraense nunca foi lá muito fã de amistosos. Nem a dupla Re-Pa consegue atrair a torcida quando promovem jogos comemorativos ou de entrega de faixas. Sábio, o povo gosta mesmo é de uma boa disputa valendo taça, menosprezando jogos que nada valem.
A bem da verdade, somente a Seleção Brasileira principal foi capaz de arrastar multidões fazendo amistosos em Belém. E aí há uma explicação: o torcedor que comparece é do tipo sazonal, que confunde futebol com patriotismo e vê no escrete um símbolo da nação.
É o cidadão que não tem o hábito de ir a estádios, nem acompanha um time específico. Trata-se do “torcedor de Copa do Mundo”. Veste verde-amarelo, pinta a rua, estende bandeirinha e vira pacheco radical a cada quatro anos. É a esse tipo de público que o jogo Brasil x EUA deste domingo se destina.
Mas, apesar de ingressos a preços acessíveis (arquibancada a R$ 40,00 e cadeira a R$ 80,00) e do bom horário, aparentemente nem esse torcedor especial se encantou pela partida. A procura tem sido discreta e é provável que Belém registre uma das mais fracas bilheterias da fase preparatória.
O fato é que a programação sofre os efeitos danosos da decepção causada ao torcedor pela seleção principal na Copa 2014. Enquanto essa ferida não cicatrizar, dificilmente o torcedor se sentirá motivado a prestigiar. Pior ainda quando se trata de um escrete de garotos em fase de formação.
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