A fase anda tão vasqueira que quando a Seleção de Dunga vence por 3 a 0 logo aparecem alguns afoitos aplaudindo a suposta grande atuação. Menos, menos... Contra o Peru, anteontem, a vitória era previsível contra um adversário que evoluiu muito, mas ainda padece de grande limitação técnica.
Com todos os titulares, inclusive Neymar, o Brasil não podia mesmo se embaraçar com a seleção peruana diante de 45 mil torcedores na Arena Fonte Nova. Pouco acionado e muito marcado, sempre com rispidez, o camisa 10 não brilhou. Douglas Costa apareceu bem mais, com ousadia e intensidade. Fez o gol de abertura, criou as jogadas dos outros dois e ainda mandou um belo chute na trave.
Mesmo com graves problemas de dispersão e apatia no meio-campo, o time produziu o suficiente para fazer os gols e superar o esforçado adversário. Deu pro gasto. Superou inclusive a omissão de Daniel Alves pelo lado direito e o sumiço de Elias na meia-cancha.
Mas a partida não foi inteiramente tranquila. Reservou alguns sustos à atabalhoada defensiva nacional. O primeiro aconteceu logo aos 3 minutos, quando uma bola espirrada para trás foi parar nos pés de Guerrero, que finalizou mal. Outros três sobressaltos ainda ocorreriam quase ao final do jogo. Com Farfan, Guerrero e Reyna, o Peru teve excelentes e seguidas oportunidades para marcar.
Douglas Costa, quase no mesmo nível do que joga no Bayern de Pep Guardiola, foi disparadamente o melhor da partida. Willian veio logo abaixo e Renato Augusto apareceu com algum destaque no segundo tempo. Neymar, sem companheiros que o municiem, fica inteiramente vulnerável aos pontapés adversários, sem conseguir produzir.
Algo precisa ser feito quanto a isso. Por Neymar - e pela Seleção.
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