Agora é que são elas. Sem poder viajar para fora do país, com receio de ser enjaulado pela Interpol e FBI, o presidente Marco Polo Del Nero periga não poder botar mais o pé fora de casa. Seu pedido de habeas corpus preventivo para comparecer à CPI do Futebol no Senado, em Brasília, foi negado pelo Supremo Tribunal Federal.
Para assombro geral, o ministro Gilmar Mendes não acolheu a reivindicação dos advogados do cartola, que terá mesmo que ir depor sem qualquer tipo de proteção legal, apavorado ante a possibilidade de ser preso pela Polícia Federal.
Diante das muitas acusações que se acumulam, Del Nero talvez fizesse melhor se seguisse os passos de seu colega chileno Sergio Jadue, que renunciou ao cargo anteontem. Pouparia tempo e deixaria o caminho livre para que se apure todas as denúncias acerca da gestão de Ricardo Teixeira, José Maria Marin e dele próprio.
Num mundo ideal, um homem público ilibado e sem nada a temer deveria agir assim. É claro que ninguém espera um gesto dessa grandeza por parte do chefão da CBF, entidade que se notabiliza pela incapacidade de eleger gente normal para presidente.
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