O amigo José Marcos Araújo, o Marcão, bravo militante das lutas sociais e alviceleste de corpo e alma, envia um breve comentário à coluna sobre a discussão em torno do novo uniforme do Papão.
“Na questão do fornecedor do material esportivo do Paysandu,entendo ser um tema delicado e que não pode ter apenas Uma visão comercial. A produção de camisas de jogo hoje interferem no jogo. Os tecidos facilitam o desempenho dos atletas, ao serem mais leves, não acumularem suor em demasia é isso exige muita tecnologia. Não podemos nos dar ao luxo de disputarmos campeonatos em condições inferiores às dos adversários. Do ponto de visto econômico está correta a decisão, desde que resolvamos o aspecto técnico. O Paysandu é um clube-nação que tem uma massa de apaixonados torcedores cuja prioridade é o futebol é não uma empresa para vender camisa”.
Acrescenta que “se o time se prejudica na parte técnica acaba influindo negativamente nas vendas de camisas. Referindo à questão de defensores das marcas mundiais de material esportivo é importante que, no caso do Papão eles não são patrocinadores mas sim beneficiários de grandes lucros em cima da força da marca Paysandu. É preciso ver que nem é só a produção de camisas ou calções e meiões de jogo. A questão envolve centenas de materiais, como agasalhos, bolsas, calçados, capas, cuja opção por empresa própria ou pequena pode trazer problemas para a imagem do Clube, que passaria a usar materiais inferiores ou sem padronização - o que não
ocorre atualmente”.
E conclui: “Diferente do que fazem com outras equipes nacionais, como Flamengo, Corinthians, Santos ou Fluminense, que recebem milhões para vestir essas marcas de materiais, no caso de equipes do Norte e Nordeste, apenas se dispõem a repassar migalhas do que arrecadam”.
O projeto de partir para a marca própria pode ser arriscado do ponto de vista mercadológico, mas é extremamente certeiro no aspecto de robustecer a receita do clube.
Depois de passar anos faturando um pequeno troco propagandeando grifes famosas, a atual diretoria criou coragem e tem tudo para abrir uma nova frente de lucro.
Desde que não descuide jamais da qualidade do material que será posto à venda, consciente de que o torcedor que consome esses produtos é cada vez mais exigente e em parte dependente do fascínio exercido pelas grandes marcas.
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