Os encantos da China estão virando a cabeça dos boleiros nacionais. Não é admiração pela terra de Mao Tsé-Tung ou pelo gigantismo da célebre muralha. Tudo se resume ao dinheiro que jorra fácil nos contratos firmados com futebolistas e técnicos brasileiros, alvo preferencial dos clubes de lá.
Mais até do que no boom do futebol japonês, cuja admiração pelo futebol brasileiro não afetava a habitual parcimônia nipônica no trato com dinheiro. Novo eldorado da bola, a China aproveita a força de sua economia e o enfraquecimento do real.
A tradição diz que tais aberturas não duram muito tempo. É provável que as torneiras se fechem em até dois anos, obrigando alguns dos novos milionários a tomarem o rumo de casa. Por enquanto, a onda continua e muitos outros atletas e treinadores ainda serão importados pelos times chineses.
O contraponto da história – e sempre há um – é que, pela própria irrelevância da China no mapa do futebol, todos que aceitam jogar lá perdem espaço e visibilidade no Brasil. Este é o preço mais doloroso a ser pago principalmente para os jovens talentos, que põem em risco suas chances na Seleção.
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