Notícia da coluna RD, no DIÁRIO de ontem, deixou os paraenses de cabelo em pé. A Polícia Militar havia deliberado pela adoção do sistema de uma torcida só para o clássico Re-Pa e se preparava para comunicar a medida aos clubes e à FPF. As obras do BRT na rodovia Augusto Montenegro seriam a justificativa para a novidade. A repercussão foi imediata nas redes sociais e nas ruas.
Cientes da importância que a presença das duas massas torcedoras tem para o futebol do Pará, os desportistas se manifestaram radicalmente contrários à intempestiva fuga de ideia. Um sacrilégio inadmissível contra uma das tradições paraenses tão sagradas quanto o Círio de Nazaré.
Diante do rebuliço causado, a PM se manifestou em nota, dizendo que não há nenhuma decisão tomada a respeito. Admitiu o problema envolvendo as obras do BRT, mas garantiu que providências serão tomadas para que se permita o acesso das duas torcidas ao estádio Jornalista Edgar Proença.
O fato é que a fulminante reação das torcidas foi fundamental para que a prosa tomasse outro rumo, aparentemente enterrando em definitivo o plano de imitar as polícias gaúchas e mineiras, que adotam por lá o sistema de torcida única. Aqui não, violão!
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