De repente, a holding panamenha Mossack Fonseca – que aparece na Operação Lava Jato como proprietária de apartamentos do edifício Solaris, no Guarujá (SP), e também da mansão da família Marinho (Rede Globo) em Parati, no Rio – também virou alvo de investigações quanto a envolvimento no escândalo da Fifa.
A Mossack Fonseca surge no radar dos organismos policiais pela especialidade em lavagem de dinheiro através de offshores. Documentos publicados ontem pelo jornal uruguaio “Sudestada”, de jornalismo investigativo, mostram que o ex-dirigente da Fifa e ex-presidente da Conmebol, Eugenio Figueredo, usou a Mossack para abrir uma empresa fantasma no Uruguai e lavar a propina recebida.
Figueiredo é um dos cartolas presos no escândalo de corrupção da Fifa, desbaratado pela Justiça norte-americana. Extraditado em dezembro para o Uruguai, o cartola teve outra prisão decretada em seu país, por fraude e lavagem de dinheiro, em uma segunda investigação – na Conmebol.
Figueiredo também foi vice de Blatter na Fifa de 2014 a 2015, período que é alvo de investigação por parte dos organismos americanos. Através dele, o FBI espera chegar em nomes poderosos (e blindados) do futebol no Brasil, incluindo gente graúda que controla os campeonatos no país.
Como o cartola uruguaio foi rastreado pelos seus vínculos com a panamenha Mossack, nada impede que figurões brasileiros também venham a ser devidamente enquadrados e punidos.
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