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GERSON NOGUEIRA

Novo desafio para o Leão

As dúvidas que rondam a campanha do Remo no campeonato devem ser respondidas no confronto decisivo deste domingo em Cametá. Depois dos sustos a que o time foi submetido na última quarta-feira, frente ao Parauapebas, é de imaginar que a vulnerabilidade gri

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As dúvidas que rondam a campanha do Remo no campeonato devem ser respondidas no confronto decisivo deste domingo em Cametá. Depois dos sustos a que o time foi submetido na última quarta-feira, frente ao Parauapebas, é de imaginar que a vulnerabilidade gritante do setor defensivo tenha sido corrigida.

Até porque a equipe cametaense, reanimada pela vitória sobre o São Francisco, entrará com uma proposta bastante ofensiva, pois o único resultado que lhe pode dar a classificação é uma vitória por mais de três gols de diferença.

Mais do que se classificar, tarefa que se desenha difícil, o Remo precisa encontrar um jeito de jogar que explore as virtudes de seus principais jogadores. Eduardo Ramos e Marcos Goiano, os homens de criação, parecem ainda desentrosados.

Contra o Parauapebas, Goiano apareceu pela direita do ataque, mas passou a ideia de um jogador sem função. Habilidoso e bom finalizador, quase marcou um gol pegando de fora da área, mas esta foi sua única aparição notada na partida.

Ramos, posicionado mais à esquerda, apareceu bem mais, ora lançando Léo Paraíba, ora se aproximando de Ciro. A baixa produção acabou levando o técnico Leston Júnior a substituir Goiano no começo do segundo tempo. A subutilização do meia lembra o calvário do armador Athos, há dois anos. Escalado para jogar ao lado de Ramos, Athos se mostrava dispersivo e sempre mal posicionado.

Um jogador de recursos como Marcos Goiano não pode ser desperdiçado no já limitado time azulino. Sem muitas alternativas no elenco para atuar na zona de criação, Leston terá que encontrar a faixa de campo mais adequada ao ritmo e às características do meia-armador.

Além disso, o Remo padece de uma aguda crise no setor defensivo. Os zagueiros Max e Ítalo são frequentemente confrontados com os atacantes adversários. Foi assim com Magno, do Pebas, que criou várias situações de perigo e marcou o único gol de seu time no Mangueirão.

Com cinco gols sofridos em três jogos, a defesa tem recebido uma saraivada de críticas, embora seja injusto nominar os zagueiros do centro da área como únicos culpados. Os volantes também têm seu quinhão de responsabilidade.
No jogo passado, Michel e Alisson não cuidaram de participar do combate no meio-campo. Lentos e pouco agressivos no desarme, eram frequentemente envolvidos pelos meias do Pebas. Com isso, a zaga ficava a todo instante sobrecarregada, sempre muito exposta.

Ajustes em times recém-formados são sempre difíceis de implantar. No caso do Remo, a troca de sistema (do 4-5-1 inicial para o 4-4-2) deve facilitar o processo, mas arrisco dizer que as falhas na defesa passam pela fragilidade dos volantes. Enquanto depender de Michel, Alisson e Yuri, todos ainda muito pesados, a defesa tende a continuar padecendo.

O ataque ficou mais funcional desde que Leston Júnior entendeu que Ciro não podia jogar sozinho contra dois ou três zagueiros adversários. A entrada de Léo Paraíba deu mais velocidade às manobras ofensivas e abriu possibilidades para lances pelos lados da área.

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