Abro os sites esportivos e a notícia do dia é a contratação de Julio Batista pelo Orlando City. Bem, quando mais jovem, Batista já era um tremendo perna-de-pau. Nem quero pensar no que será capaz de fazer, a essa altura, com a coitada da bola.
Ao mesmo tempo, chegam informações sobre o retorno triunfal de Donizete, o Pantera, aos 47 anos, defendendo as cores do Linharense (ES).
Waldson, ex-PSC e que também jogou por Botafogo e Corinthians, está de volta aos gramados, aos 41. Vai jogar pelo Paraíso, do Tocantins.
Um jovem perto desses três acima citados, na flor dos 33 anos, Carlinhos Bala se apresenta ao Altos do Piauí.
Dentro dos mesmos critérios, o Remo apresentou ontem o centroavante Luiz Carlos Imperador, de 35 anos, que já rodou meio mundo e agora tenta a sorte no Norte.
Pode até surpreender e vir a dar certo, mas o fato é que experiências recentes com veteranos não recomendam a aquisição. Raras são as tentativas que se mostraram bem-sucedidas. Vandick, que encerrou a carreira como ídolo no Papão, talvez tenha sido a última delas por aqui.
O fato é que estamos diante de uma revolução às avessas no futebol tupiniquim: os veteranos estão reocupando os espaços. No mundo inteiro, a tendência é no sentido contrário. Os clubes mais ricos e poderosos vivem à caça de jovens atletas, em começo de carreira, sem vícios e capazes de suportar as exigências naturais do futebol de alto nível.
No Brasil, Zé Roberto é a honrosa exceção, pois se mantém em plena forma e ainda joga direitinho. O São Paulo repatriou Lugano, mas o projeto tem mais a ver com o marketing para a venda de camisas.
O resto, porém, só engana.
Enquanto isso, a Alemanha segue metendo ficha...
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