A parada foi mais indigesta do que se imaginava. Com marcação eficiente e agilidade na saída para o ataque, o Rio Branco vendeu caro a derrota pela contagem mínima, ontem, na Curuzu. O gol saiu já na fase do desespero, quando o Papão insistia em chegar com bolas cruzadas sobre a área e nenhuma inspiração na movimentação pelo meio-campo.
Sem seu principal articulador, o meia Celsinho, ainda lesionado, o Papão sofre para estabelecer o jogo pelo meio e acaba travado porque os laterais não apoiam com a frequência necessária. A dependência em relação a ele e Rafael Luz transforma o time num amontoado de jogadores, absolutamente previsível e sem qualidade Marquinhos e Bruno Smith, as alternativas encontradas por Dado Cavalcanti para encarar o Rio Branco, não funcionavam na transição, permitindo que o visitante fizesse o jogo que lhe interessava: truncado, com muitas faltas e buscando contragolpes.
Apenas Fabinho Alves aparecia mais pela impetuosidade e a rapidez nas investidas pelos lados. Contra um Rio Branco cauteloso, mas ágil e perigoso nos contragolpes, o time teve que lutar ainda contra a falta de pontaria dos homens de frente.
Papão se posicionou praticamente um jogo todo no campo de defesa acriano, mas sem objetividade. Tinha a posse de bola, mas se atrapalhava o tempo todo. Na etapa final, com John César e Christian nas laterais, o time abriu um pouco o bloqueio do Rio Branco e conseguiu chegar ao gol aos 35 minutos do segundo tempo, através de Fabinho, quando o empate já pintava como resultado mais provável.
Decisão da vaga na capital acriana, na próxima semana, promete ser um teste para cardíacos.
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