Caso a escolha do técnico da Seleção Brasileira fosse pelo voto direto, como mandam as boas regras democráticas - embora isto não valha muito para o atual momento brasileiro -, meu candidato seria Cuca.
Por motivos bem claros: é inventivo, inovador e assumidamente ofensivo. Seus times não jogam para empatar e há o fato fundamental de haver treinado (e bem) o Botafogo, o que é prova insofismável de bom gosto.
Tite, o escolhido pela CBF, é um técnico de perfil mais conservador. É da mesma linhagem de Felipão, embora mais articulado e dado a pesquisas no dicionário para dar entrevistas. Lembra também o estilo pragmático de Muricy Ramalho, embora seja mais criativo na armação de seus times.
Teatral, adora uma pausa dramática em meio à discurseira explicativa pós-jogo. Um chato, em resumo, mas bem educado, exatamente o oposto de Dunga, o irascível comandante recém-apeado.
Tite chega credenciado por resultados expressivos no Corinthians, incluindo aquele incrível título mundial sobre o Chelsea, depois de resistir a um bombardeio do ataque britânico ao longo de quase toda a partida. Mostrou naquele dia o quanto pode ser eficiente em armar retrancas.
Por tudo isso, receio que a Seleção de Tite venha a ter profunda identificação conceitual com a de Zagallo, Felipão e Dunga.
A conferir.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar