As agressões e insultos a jornalistas da Band que cobrem a Euro 2016 em Paris expõem a selvageria que ronda hoje o futebol no mundo. Mesmo em plena capital francesa, uma das cidades mais cosmopolitas do planeta, um evento de confraternização entre países não está imune ao racismo e à intolerância.
Os sentimentos de rejeição a povos do terceiro mundo integram a tabuada de setores conservadores e da direita ultra radical na Europa há muitos anos. Nunca saíram de pauta, mesmo depois que Hitler e seus seguidores foram derrotados, há 70 anos.
Para nós, brasileiros, fica a lição quanto ao que se prega e dissemina em nosso próprio país, sacudido há pelo menos dois anos por uma onda conservadora e reacionária nunca vista antes. Causa indignação o acontecido aos repórteres da Band por parte de torcedores alemães, mas é importante não esquecer que aqui mesmo floresce um rio caudaloso de ódio alimentado até por setores da mídia e das comunicações.
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