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GERSON NOGUEIRA

O Leão na boca do povo

Como já é tradição, a coluna abre espaço para a livre manifestação dos leitores sobre o atual momento do Remo na Série C. Três torcedores – dois azulinos e um bicolor – avaliam criticamente o desempenho diante do Salgueiro e as perspectivas dentro da comp

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Como já é tradição, a coluna abre espaço para a livre manifestação dos leitores sobre o atual momento do Remo na Série C. Três torcedores – dois azulinos e um bicolor – avaliam criticamente o desempenho diante do Salgueiro e as perspectivas dentro da competição.

Os mais mordazes e impacientes, como é natural, são os remistas. Ambos se mostram descrentes com o time atual, dirigido por Waldemar Lemos, e apontam a necessidade de mudar a política de contratações, um crônico problema a atormentar a caminhada do clube nos últimos anos.

Ronaldo Passarinho, grande benemérito e um dos baluartes da coluna, chama atenção para a atuação sofrível diante do Salgueiro. “Todos sabemos que o carro chefe de um clube de massa, como o Remo, é o futebol. Cada jogo do nosso time é um sofrimento pavoroso. Um só exemplo contra o Salgueiro: qualquer analista de futebol não pode atribuir nota ao goleiro do Salgueiro, que não foi ameaçado em momento algum pelo nosso time. O modelo atual de contratações há muito está falido. Temos no campeonato brasileiro 2 séries ‘fortes’: A e B, cada uma com 20 times. Cada time, por baixo, precisa de 30 jogadores. Somados, temos 1.200 em ‘atividade’. O que sobra para a Série C? Jogadores em fim de carreira, ou medíocres que só vão aumentar o nosso desespero financeiro. Provo com um fato irrespondível: a última grande vitória que tivemos contra o PSC foi no primeiro jogo da decisão do campeonato de 2014. Ganhamos de 4 a 1 com Mike Douglas; Levy, Igor João, Max e Alex Ruan; Dadá, Ilailson, Jhonatan e Eduardo Ramos; Roni e Val Barreto. Oito jogadores locais, sendo que 5 vieram da nossa base. No segundo jogo, com a volta dos ‘craques’ que estavam suspensos, PSC 2 a 0”.

Finaliza o comentário reapresentando um velho conselho. “O Remo não tem condições de ter uma folha salarial de mais de 450.000,00. Graças à destruição do Baenão, somos obrigados a jogar no Mangueirão onde as despesas são bem maiores. Com adverti diversas vezes, sem que ninguém me ouvisse, todos os nossos patrocínios estão bloqueados, e as rendas caindo a cada jogo. Antes de tudo o Remo precisa de Gestão. Só temos êxito hoje em dia no Marketing. O Conselho Fiscal não apura os desmandos da gestão 2014/2015. Antes que o patrimônio seja todo atingido é preciso que os dirigentes exerçam a máxima da gestão, que se aplica também em nossas famílias: não gastar mais do que arrecada”.

Camilo Ferreira cobra uma retomada do projeto regionalista que gerou bons frutos no ano passado. “Gerson, não sei se te lembras mas ano passado eu vivia falando aqui e na página oficial do clube que o Remo deveria montar um time cabano e dar subsídios para que esse time desenvolvesse um bom trabalho. Alertei que 2016 seria um fiasco caso o Remo não adotasse essa linha. Pois bem, olha só o que já aconteceu, o que está acontecendo e não espere que melhore pelo que virá. Talvez uma zebra colossal possa acontecer, afinal o futebol é imprevisível, mas se utilizarmos da lógica e da racionalidade chegaremos à conclusão de que a mera manutenção na Série C deveria ser comemorada como um título, dada a quantidade de lambanças ditas como ‘planejamento’ pelos dirigentes. O pior é a não aceitação do óbvio”.
Por fim, o alviceleste Jorge Paz Amorim ameniza o drama azulino. “Não acho que o Remo tenha ido tão mal, lembrando que o Salgueiro lembra o Águia de Marabá, quando tinha time pra assustar Papão e Leão, daí ter sido um resultado normal o de ontem.

Muito menos acho que o remo corra risco de queda. Vejam só, pela gordura que acumulou fora e pelas três partidas que fará em casa contra os piores da chave terá, no mínimo, 18 pontos garantidos, o que garante a permanência. O que vier a partir disso será um baita lucro.

Além disso, esse time do Fortaleza parece coração de solteirona: oscila uma barbaridade. Jogou muito mal, anteontem na primeira etapa contra o ASA. Vai que repete a dose contra o Remo e, fora de casa, não recupera o equilíbrio... Enfim, o time do Waldemar vai mal, mas não existe qualquer um que se diga: esse é o bonzão!”.

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