O Papão completou seu oitavo jogo sem sofrer gols na Série B. Foi também o quarto empate seguido. O que antes era um recorde a ser festejado começa a virar motivo de preocupação. É fundamental que a defesa não seja vazada, mas a competição exige que se faça gols.
Na partida de sábado à noite, diante do Londrina, na Curuzu, quando uma vitória faria o Papão pular da 15ª para a 10ª posição, o ataque teve chance preciosa para quebrar o jejum, aos 30 minutos do segundo tempo. O gol certamente garantiria a vitória, pois a partida era muito fechada e presa à marcação. Infelizmente, Betinho cobrou mal a penalidade máxima e o goleiro Marcelo conseguiu defender.
O Papão não atuou mal, mas esteve longe de ser o time envolvente que os 10 mil torcedores presentes esperavam ver em ação. A escalação deu motivos para otimismo. Na meia-cancha, apenas Capanema tinha perfil mais defensivo. Os demais homens de meio – Jonathan, Rafael Costa e Mailson – são habilidosos e agressivos.
Ocorre que o encaixe não se concretizou. Os laterais não apoiavam com a determinação exigida e o setor de criação foi incapaz de sair do nó imposto pelo Londrina à frente de sua zaga. Sem velocidade na saída e muitos erros de passe, restava ao time insistir em bolas alçadas, quase todas sem direção.
Bem vigiados pelos defensores adversários, Betinho e Ruan pareciam incompatíveis, não conseguiam completar uma jogada sequer. Acabaram saindo no segundo tempo, mas os substitutos (Leandro Cearense e Tiago Luís) nada acrescentaram.
O Londrina ainda teve dois bons momentos no fim, aumentando a irritação do torcedor, que chiou bastante à saída do estádio. Ao técnico Gilmar Dal Pozzo, porém, o desempenho pareceu satisfatório. Segundo ele, só ficou faltando fazer o gol. Há controvérsias.
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