“O Papão teve nos últimos anos os treinadores Mazzola Jr, Dado Cavalcante e Gilmar Dal Pozzo. Mazzola faz um excelente trabalho no CRB, Dado fez no Náutico e Dal Pozzo subiu com a Chapecoense de séries C pra B e pra A. Logo, não se pode dizer que teriam sido ‘aventuras’ da diretoria.
Todavia, em que pese uma ou outra partida digna de elogio, feita sob a batuta desses três, o time do Papão sempre foi marcado pela previsibilidade e obsolescência, daí ter tido dificuldades com equipes do porte do Tupi, Macaé e Mogi-Mirim. Seu ataque jamais engatou uma sequência de jogos que levasse temor aos adversários, chegando ao estágio atual com números constrangedores.
Então, cabe perguntar o seguinte:
Por que o Juventude, que está na série C, joga taticamente deforma mais eficiente, conseguindo postar três jogadores marcando a saída de bola do adversário, como fez na 4ª feira, obrigando no caso o Bicola a jogar pros lados, enquanto o Papão faz isso apenas por cinco. ou dez minutos, em seguida oferecendo uma zona de conforto ao adversário até o grande círculo?
Por que três treinadores passaram pelo clube e nenhum conseguiu mudar esse modo anacrônico de atuar, salvo, curiosamente, em jogos contra o Botafogo (RJ), no Engenhão e o Vasco em São Januário e mais uns dois ou três?
Será que o time é o único entre os 20 que marca atrás por conta das limitações físicas?
Não será essa, também, a explicação para desempenhos individuais desastrosos?
No meu modo de pensar, antes de responsabilizar unicamente os jogadores é preciso resolver essa abominação técnico-tática que nos atormenta na medida em que, com esse posicionamento, pode vir no 4-4-2; 3-5-2; 4-2-3-1; 4-4-1-2; o antigo 2-3-5; 6-3-1 ou qualquer outra combinação numérica que não resolverá. Ou não?”.
Jorge Amorim, sempre atento às oscilações táticas do Papão.
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