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GERSON NOGUEIRA

Hora da consolidação

A enorme diferença entre Remo e River na Série C se expressa pela própria situação de ambos na tabela de classificação. O time paraense ocupa a quarta posição, com 17 pontos, enquanto o piauiense é o vice-lanterna, com apenas 10. Enquanto o Remo marcou 1

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A enorme diferença entre Remo e River na Série C se expressa pela própria situação de ambos na tabela de classificação. O time paraense ocupa a quarta posição, com 17 pontos, enquanto o piauiense é o vice-lanterna, com apenas 10.

Enquanto o Remo marcou 16 gols e tem saldo de 5, o River fez 10 e tem saldo negativo de 6. O aproveitamento dos azulinos é de 52% contra 30% do adversário.

Tudo isso já seria motivo suficiente para que o torcedor remista compareça ao estádio Jornalista Edgar Proença confiante em um bom resultado hoje. Mas há outro aspecto a considerar: o Remo finalmente aprendeu a jogar dentro de casa, sem estranhar - como nos tempos de Marcelo Veiga (foto) - a presença da massa torcedora nas arquibancadas.

Sob o comando de Waldemar Lemos, o Remo mudou por completo, tanto dentro quanto fora de campo. No âmbito administrativo, o estilo contido e reservado do técnico contribuiu para o fim da usina de boatos que tanto desgastes provocava no Evandro Almeida.
Na formatação do time, outro grande avanço.

Waldemar redescobriu Marcinho, meia-armador que andava esquecido no elenco remista. Apostou nele para a função de organizador na meia cancha, posicionado sempre próximo a Eduardo Ramos e ajudando também na marcação.

O aproveitamento de Marcinho é um dos pontos mais importantes da transformação ocorrida com o time azulino. Antes dele, Allan Dias havia sido testado por ali, sem maior brilho. Wellington Saci também foi aproveitado na faixa central, mas o encaixe só veio com Marcinho.

Sua presença como condutor de bola e força auxiliar do ataque tem sido fundamental para o crescimento do Remo na Série C, contribuindo ainda para abrir espaços hoje explorados por Edno e Ramos. Ambos, aliás, muito beneficiados pela movimentação do meia armador.

Sem o segundo volante Yuri (suspenso), Waldemar precisará mudar a estrutura da linha de marcação, com a entrada de Lucas Garcia para atuar ao lado de Michel Schmoller.

Dependendo da distribuição do River em campo, é provável que Marcinho se transforme em mais um homem de frente ou atuando pelo lado esquerdo em rodízio com Saci. O fato é que, depois de quatro partidas como titular, o Remo não pode mais abrir mão de seu jovem meia, sob pena de voltar à bagunça que predominava no setor de criação.

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