O futebol brasileiro na Olimpíada emite alguns sinais de que pode brigar pelo ouro, mas a inconstância dos times põe em xeque a euforia pachequista. A seleção feminina caiu no gosto do povo, pela vontade e fibra de suas jogadoras.
Não passa, porém, confiabilidade em relação a times de técnica mais apurada e conjunto bem treinado. Pode chegar ao primeiro lugar, mas terá que melhorar muito. Contra a Austrália, a excessiva dependência de Marta cobrou seu preço. E quase levou à derrota nos penais.
No masculino, Neymar continua centralizando o jogo e dividindo opiniões. Depois da suada e merecida vitória sobre a Colômbia, esforçou-se para cativar o torcedor, assumindo o papel do líder que aplaude e incentiva seus companheiros.
Pode ter sido uma orientação de assessores, mas a atitude de sair cumprimentando e abraçando os demais jogadores denota uma evolução de pensamento. Lembrou até o gesto de Cristiano Ronaldo na final da Eurocopa.
Quanto ao desempenho em campo, o time evolui e descobre trunfos importantes, como o ágil Luan. Caso mantenha os nervos em ordem e a boa movimentação do meio para frente, a seleção pode ainda resgatar a confiança do torcedor. Aí, então, o caminho rumo ao ouro ficará bem mais fácil.
No geral, o futebol pentacampeão do mundo continua a dever uma exibição mais caprichada nesta Olimpíada.
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