Como se realizou minutos depois da decisão do ouro olímpico e isso explica o público presente à Curuzu para prestigiar a abertura do returno. Pouco menos de 6 mil pessoas compareceram e tiveram o privilégio de ver um Papão ofensivo, quase sempre agudo nas finalizações e muito mais empenhado em construir vitórias do que em se resguardar.
Dado Cavalcanti, o Mr. Série B, que reestreava no comando, deu à equipe uma consistência que ainda não tinha sido vista neste campeonato. O meio-de-campo com Augusto Recife, Capanema, Lucas e Celsinho foi muito mais produtivo do que todas as versões anteriores. Não fosse por um certo preciosismo de Celsinho nas finalizações, tudo teria sido perfeito.
Além dos gols do zagueiro Gilvan, evidenciando treinos caprichados em jogadas de bola parada, o time volta mostrar apetite pelas finalizações. Nos tempos de Dal Pozzo, havia clara timidez em arriscar chutes a gol. No sábado, não faltou insistência nos arremates.
Tiago Luiz foi, sem dúvida, o que mais chutou e esteve perto de balançar as redes. Em termos de organização, a equipe se movimentou bem e mostrou agressividade, enquanto Celsinho teve fôlego.
Mailson e Tiago Luiz também voltavam para ajudar nas ações de meio-campo, o que deu ao time um predomínio tático que o Ceará não conseguiu neutralizar nos dois tempos. A rigor, o vice-líder da Série B esteve sempre dominado e não incomodou a defensiva alviceleste.
A vitória amplia a invencibilidade para 13 partidas e coloca o Papão pela primeira vez entre os 10 melhores da competição, a apenas cinco pontos do G4. É o tipo do resultado que dá estabilidade e tranquilidade para o desenrolar do torneio.
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