Oportuna providência do presidente do Remo, André Cavalcante, solicitando uma auditoria externa para verificar as contas do clube ao longo dos exercícios de 2015-2016. É um período interessante, durante o qual seis presidentes se revezaram na gestão azulina – Sérgio Cabeça, Zeca Pirão, Pedro Minowa, Henrique Custódio, Manoel Ribeiro e o próprio André.
Todos os que realmente se interessam em passar a limpo as finanças do Remo devem apoiar a iniciativa, pelo bem da própria instituição. A auditoria sobre dois anos de gestão tem possibilidades de concluir seus trabalhos a tempo ainda de ser apresentado antes da eleição de 12 de novembro.
O presidente do Conselho Deliberativo (e também candidato à presidência), Manoel Ribeiro, inspirando-se na ideia de Cavalcante, anunciou a intenção de auditar as contas dos últimos cinco anos no clube. Apesar de louvável a preocupação com a transparência contábil, tal sugestão peca pelo risco de tornar a auditoria muito abrangente e não necessariamente certeira.
Além disso, caso a apuração dos números retroaja a 2012 dificilmente permitirá o término dos trabalhos antes da votação do próximo mês.
De toda sorte, a simples iniciativa de fazer um levantamento rigoroso das contas do Remo já se configura um grande avanço na vida interna do clube, tão castigado pelas sombras e nuvens da desconfiança.
É a oportunidade para que sócios, conselheiros e torcedores fiquem sabendo de verdade a quantas anda a saúde financeira do Leão e os responsáveis diretos pelos transtornos que atrapalham a vida do clube, incluindo destruição criminosa do estádio Evandro Almeida, negociações estranhas envolvendo atletas e assalto vergonhoso à sede social, até hoje não elucidado.
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