plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home
GERSON NOGUEIRA

Para lavar a alma

Clássicos entre Brasil e Argentina são quase sempre épicos, nervosos e dramáticos. O de ontem não teve nada disso. E a culpa foi do lépido ataque canarinho, formado pelos habilidosos Neymar, Phillipe Coutinho e Gabriel Jesus. Abertos pelas pontas ou atuan

twitter Google News

Clássicos entre Brasil e Argentina são quase sempre épicos, nervosos e dramáticos. O de ontem não teve nada disso. E a culpa foi do lépido ataque canarinho, formado pelos habilidosos Neymar, Phillipe Coutinho e Gabriel Jesus. Abertos pelas pontas ou atuando juntos, como se formassem um tridente, eles costumam infernizar a marcação adversária. No Mineirão, foram impiedosos com a Argentina de Edgardo Bauza.

O que pode parecer fácil, pela sem-cerimônia com que o trio costuma se portar, é produto direto de entrosamento e da habilidade aplicada ao jogo. Não há firula desnecessária, apenas velocidade nos dribles para furar os sistemas de marcação.

Apesar da boa fase brasileira nas Eliminatórias e do entusiasmo dos 54 mil torcedores presentes ao Mineirão, os primeiros 15 minutos foram de domínio argentino.

Messi começou aplicando dois chapéus, provocou um cartão amarelo para Fernandinho e ensaiava tomar conta da noite. Com a bola nos pés, acionava Higuaín e os volantes Perez e Biglia, que apareciam pelos lados do campo para tentar surpreender a zaga brasileira. Acuado pela forte presença inimiga em seu campo, a Seleção demorava a ir ao ataque. Quando fazia, a dura marcação de Zabaleta, Otamendi e Mascherano impedia a troca de passes na intermediária argentina.

Até que aos 24 minutos, Marcelo deu passe para Neymar junto à linha lateral. Phillipe Coutinho, que saiu da direita para a esquerda (como costuma fazer no Liverpool), recebeu a bola e passou sem dificuldades por dois marcadores. Bateu da entrada da área no ângulo esquerdo de Sergio Romero. Um chute certeiro, de curva, sem defesa. Uma pintura.

Aí o jogo mudou de cara. O Brasil ganhou confiança para empreender ataques mais bem elaborados e o combate argentino no meio não teve mais a mesma consistência de antes. Ainda assim, lá na frente, Messi criava problemas para Miranda, Paulinho e Marquinhos. Deu passe perfeito para Biglia acertar chute na gaveta, que Alisson defendeu bem.

Neymar, que era contido sempre aos pontapés, arrancou aos 37 minutos pelo lado direito do ataque, driblou dois argentinos e chutou no canto. A bola explodiu na trave de Romero e saiu.

Logo em seguida, lançado esplendidamente por Gabriel Jesus, o camisa 10 entrou na área e bateu rasteiro para o gol, fazendo 2 a 0 e confirmando que o Brasil havia achado o atalho para a vitória.

Quando se imaginava uma Argentina mais determinada no segundo tempo, eis que Edgardo Bauza troca o bom Pérez por Kun Agüero e desarruma de vez o sistema ofensivo. Messi, que já padecia de solidão pela má atuação de Di Maria, ficou ainda mais sem alternativas, mesmo tendo ao lado Agüero e Higuaín.

Com o meio-de-campo exposto, a Argentina ficou à mercê da pressão do ataque brasileiro. Paulinho, mais avançado do que de costume, teve duas grandes chances. Desperdiçou a primeira, com o gol vazio, mas finalizou bem na segunda: o passe que veio de Renato Augusto e o volante entrou pelo meio, mandando para as redes. Brasil 3 a 0.

Virou treino a partir daí, pois a Seleção se esmerou em desperdiçar oportunidades. A zaga argentina distribuía pontapés e Gabriel Jesus sofreu falta na área, mas o árbitro chileno não marcou. Roberto Firmino, que substituiu Jesus, iria perder ainda duas excelentes chances para ampliar. Neymar exagerou nos dribles e também desperdiçou o que seria o quarto gol.

Grandes atuações de Renato Augusto, Neymar e Phillipe Coutinho. No geral, a não ser por alguns sobressaltos na zaga, o Brasil esteve em altíssimo nível, justificando plenamente o placar imposto à Argentina. Do outro lado, Messi ficou a maior parte do tempo longe da área, tentando construir jogadas que os meio-campistas não conseguiam fazer.

Foi a quinta vitória consecutiva sob o comando de Tite, a provar que a competência profissional faz toda a diferença. Quando substituiu Dunga, a Seleção estava fora da zona de classificação e era saco de pancadas no continente. Usando os mesmos jogadores, Tite arrumou a casa e restituiu o respeito que o futebol brasileiro merece. Não é pouca coisa.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Gerson Nogueira

    Leia mais notícias de Gerson Nogueira. Clique aqui!