A adaptação do calendário brasileiro para 2017, imposta pela mudança determinada pela Conmebol na Libertadores, acabou desagradando quase todas as partes interessadas. No anúncio feito anteontem, a CBF perpetuou alguns dos problemas mais visíveis da agenda do futebol e ainda conseguiu agravar ainda mais determinadas situações.
Como a Libertadores teve uma redução de jogos, esperava-se que o calendário brasileiro fosse melhor planejado, com ganhos no aspecto técnico. Ao contrário, a CBF manteve as 18 datas dos campeonatos regionais e esticou a duração até o início de maio, antes ia até abril.
Com isso, o Brasileiro só começa quase ao final de maio, tendo duração de seis meses e meio e perdendo uma semana em relação a 2016.
A Copa do Brasil não sofreu grandes mudanças e segue sendo disputada praticamente o ano todo. O problema é que haverá um intervalo entre as duas partidas finais, o que representa um claro prejuízo no aspecto técnico.
A exclusão da Primeira Liga do calendário não chega a ser algo tão sentida, mas a CBF desfaz o compromisso de torná-la oficial.
Sem dúvida, a partir da brecha dada pela Conmebol, a entidade brasileira desperdiça grande chance de ajustar seu calendário. Enfim, tudo como dantes.
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