Detentor de conquistas invejáveis em campo e exemplos edificantes de gestão, o Barcelona tem saído arranhado de episódios que envolvem suas maiores estrelas. O primeiro problema envolveu Lionel Messi, cuja carreira foi vasculhada pela rígida Justiça espanhola. Chegou a sofrer condenação a 21 meses de prisão por três fraudes, que lesaram o fisco em 4,1 milhões de euros.
Agora o peso da lei desaba sobre Neymar. A Audiência Nacional, espécie de suprema corte espanhola, determinou a reabertura do caso que apura desvio de dinheiro e corrupção no âmbito privado. Neymar, seu pai, o Barcelona e o Santos correm risco de condenação. O jogador pode vir a ser preso. Como é na Europa, a possibilidade é real e imediata.
É o segundo imbróglio de Neymar com a justiça da Espanha. No primeiro, o Barcelona e seu presidente Josep Bartolomeu e o ex-dirigente Sandro Rosell foram acusados de crimes fiscais. Em acordo com a promotoria, os dois cartolas foram inocentados e a culpa toda foi atribuída ao clube, condenado a pagar 5,5 milhões de euros.
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