Dos debates travados no blog campeão, selecionei a análise de dois bicolores juramentados sobre a participação do Papão na Série B e as perspectivas para 2017. Miguel Carvalho, crítico ferrenho de Dado Cavalcanti, avalia que os dirigentes precisam extrair lições da campanha que findou na sexta-feira.
“Creio que a permanência Bicolor mais um ano na segunda divisão brasileira venha para amadurecer a instituição e que, ao subir, não faça como o Joinville, o Santa Cruz e o América-MG. Que se espelhe na Chapecoense, um clube com orçamento fechado, ciente do que pode gastar e de que não é necessário ficar refém de empresas ou empresários que só visam o lucro próprio enfiando jogadores medíocres em clubes que vivem caçando os tais jogadores de expressão”.
Jorge Paz Amorim tem pensamento contrário. “Sou dos poucos que não culpa o elenco pelo pífio desempenho do clube no campeonato. É verdade que alguns jogadores renderam menos do que seus respectivos currículos recomendavam, porém até isso me deu a impressão de ser fruto de fatores extracampo,ou seja, falta de comando que permitiu disputas nada saudáveis entre jogadores e comportamentos notívagos incabíveis a um atleta profissional”.
Quanto à próxima temporada, Jorge chama atenção para algumas particularidades da Série B, que deverá deixar de ser disputada apenas por times do Nordeste e do Centro-Oeste, passando a exigir viagens mais longas com a provável inclusão do Internacional: “Ao todo, serão onze deslocamentos ao eixo Sul-Sudeste. Ora, isso exigirá, além da qualificação técnica para a disputa, dedicação, preparo físico, profissionalismo e espírito coletivo acima do medíocre e recorrente cacoete de muitos jogadores que disputam a competição – o de que ela não passa de ‘exposição em vitrine’. E isso demanda comando altamente enérgico da futura comissão técnica, bem como uma direção administrativa firme e apta a apagar incêndios provocados por labaredas oriundas dessas torpes fogueiras de vaidades”.
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