“Entendo que o ano de 2016 não foi para ser esquecido, mas analisado. Ou melhor, desconstruído. No final de 2015, parecia que o Clube do Remo tinha acertado na eleição de André Cavalcante. Agora não sei se foi acerto ou se foi a menos pior das escolhas. A impressão que tenho dos grandes beneméritos é que não se sentem capazes de corrigir as próprias lambanças, e terceirizam a gestão para ‘estranhos’. Foi assim quando Raphael Levy assumiu após a desastrosa campanha de 2004, quando Ubirajara Salgado presidia o mais querido. Em 2005, com Levy, conheceu-se o incrível Fenômeno Azul. E, em 2007, revivemos o fiasco do amadorismo, com Raimundo Ribeiro. Após esse desastre vieram os anos sem série e na Série D, que findaram apenas com o vexame histórico contra o Cuiabá em 2015 e a heroica classificação para a Série C. Essa desconstrução do Remo permite observar que o triunfo da incompetência administrativa tem sido o principal fator de insucesso do clube no gramado dos últimos dez anos. Em vista dos últimos tempos, não vejo razões para o azulino ter otimismo em 2017. Por outro lado, o rival tem motivos para esperar um ano de bons resultados. Porém, a diretoria do PSC precisa acertar nas contratações, o que até as estátuas das praças sabem que tem sido a dificuldade do staff bicolor. Importante apontar também o desempenho do Palmeiras. O ano começou com o clube reformulando elenco. Observo que o principal fator que levou o Palmeiras a ser campeão foi o preparo físico. Atletas como Gabriel Jesus e Dudu precisam, e muito, da condição física em alta para executar toda a habilidade que possuem em campo. O exemplo alviverde deve inspirar nossos titãs, porque os dois times perdem muito na reta final dos certames por causa do preparo físico. Essa é a maior semelhança entre os dois e o que os equipara e torna equilibrada a rivalidade Re-Pa”. O texto é de João Lopes Jr., engenheiro e desportista, que foi um dos colaboradores do fórum criado pela coluna sobre o futebol paraense em 2016. |
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