Acompanhei ao treino de luxo do Fogão para a batalha contra o Atlético Nacional no meio da semana que se inicia. Uma coisa ficou óbvia: Sassá, bem condicionado, é um dos mais perigosos atacantes brasileiros. Só precisa ajustar mais a pontaria e aprender a tomar a decisão certa no último instante – item fundamental no arsenal de um atacante, segundo mestre Tostão. Em velocidade, drible e controle de bola, Sassá já é um dos melhores em atividade no país.
Provou isso ao se livrar de um marcador e bater inapelavelmente na saída do goleiro Júlio César. Gol que lembrou outro astro imortal botafoguense, o “furacão” Jairzinho, pai do técnico Jair Ventura. Sassá enfrentou problemas de ordem pessoal, andou pisando na bola no aspecto disciplinar e pegou um período de gancho no clube. Volta agora em melhor forma e pronto a reforçar o Botafogo no Carioca e na Libertadores.
Outro detalhe a observar no clássico entre Botafogo e Fluminense foi o baixo nível da arbitragem. Além da falha clamorosa no segundo gol alvinegro – vários jogadores na linha de impedimento –, o trio ainda vacilou na aplicação de critérios para faltas e cartões. É preciso haver mais seleção no setor de arbitragem, urgentemente.
Por fim, resta a constatação de que os cariocas criaram neste ano o campeonato mais escalafobético dos últimos tempos. Dividida em duas partes – Taça GB e Taça Rio –, a competição só dá valor de fato à primeira taça. Quem ganhar a Taça Rio (Vasco ou Botafogo) não terá qualquer vantagem extra nas finais.
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