Pendular também se revela a situação de Marcelo Chamusca, agora no sentido positivo, depois que o time ganhou consistência de marcação e passou a acumular bons resultados na Série B. Os aplausos à campanha do Papão partem até de severos críticos do treinador. Coisas do futebol.
O segredo da evolução do time está na correção de falhas no setor defensivo, com a decisiva participação de três volantes. Como Dado em 2015, Chamusca cansou de esperar pelo camisa 10 capaz de articular o jogo no meio e organizar a transição.
Tentou Sobralense, Diogo Oliveira e até o jovem Samuel. Diogo teve lampejos, mas os dois simplesmente não funcionaram. Fernando Gabriel, da última leva de reforços, se adaptou bem à prioridade pela marcação.
Meia de ofício, Gabriel tem atuado mais como volante avançado do que propriamente como armador. Está dando certo. Curioso é que, no Parazão, Chamusca tentou emplacar esse mesmo sistema, mas sucumbiu às críticas pelo uso de um padrão defensivo demais para competição tão limitada.
Reapresentou a estratégia na Série B e alcançou a liderança. A lógica fria do torneio diz que, quanto mais fechado, mais possibilidades tem um time de obter bons resultados. Não existem planos perfeitos, mas este se mostra o mais adequado para o começo da Segundona, daí o seu sucesso: três jogos, nenhum gol sofrido.
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