Para quem levou um gol aos 3 minutos do primeiro tempo, perdeu um jogador aos 21 minutos e tomou outro gol a um minuto da etapa final, o Remo até que não se saiu tão mal ontem à noite em João Pessoa-PB. Na verdade, saiu foi no lucro. O desastre que se desenhou em cores agudas no começo do 2º tempo foi parcialmente contido, o time conseguiu descontar e ainda teve chance de empatar nos instantes finais.
A derrota por 3 a 2 retratou o que foi o jogo. O Remo nem teve tempo de se distribuir em campo e já sofreu um gol. Falha da zaga, com destaque para Igor João, que tocou a bola para as redes azulinas.
Quando buscava se reequilibrar para partir para o empate, outro baque. Aos 21 minutos, depois de a jogada ter sido interrompida pelo árbitro, Tsunami acertou um adversário e mereceu o cartão vermelho direto. Aliás, foi o jogador mais elogiado por Oliveira Canindé nos treinos justo por encarnar o espírito de raça e destemor. Parece haver entendido tudo errado.
Sem combate no meio de campo, pois João Paulo apenas cerca e distribui passes laterais, o Remo ficou à mercê das investidas do Botafogo, com Rafael Oliveira puxando as manobras de ataque.
No final do 1º tempo, cruzamento de Eduardo Ramos bateu na mão de um zagueiro que estava caído e o árbitro deu pênalti. Deu a impressão de compensação pela expulsão sumária (e merecida) de Tsunami. Nino Guerreiro bateu e o Remo empatou, para surpresa geral àquela altura.
Canindé finalmente resolveu recompor a marcação trocando Mikael por Ilailson. Nem bem a bola rolou e o Remo repetiu o apagão do início da partida, cedendo o desempate logo a 1 minuto do segundo tempo.
Veio então um domínio total botafoguense, que culminou com o gol de Roger Gaúcho ampliando para 3 a 1. Rafael Oliveira ainda mandou uma bola na trave azulina, mas o Botafogo parecia satisfeito e acomodado.
O castigo viria logo a seguir com Igor João redimindo-se da falha anterior. Com 3 a 2 no placar, o Remo foi buscar o empate. Só não conseguiu porque a desorganização falou mais alto. Além disso, seu principal jogador, Eduardo Ramos, estava extenuado e Edgar havia sido substituído.
Apesar dos problemas, aos trancos e barrancos, o empate esteve ao alcance da mão. Aos 42’, após escanteio, o zagueiro Leandro Silva escorou livre na pequena área, mas o cabeceio saiu à direita. Era a bola do jogo.
Com situações tão atípicas, a confusa atuação remista não pode nem ser debitada na conta do técnico estreante. Quando mexeu na equipe, acertou a mão – mais do que vinha fazendo seu antecessor. Pesou muito também contra o Remo a má jornada de Léo Rosa, Igor, João Paulo e Mikael. Tirando prós e contras, o resultado nem foi tão ruim assim.
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