Foi um quase desastre. O empate obtido pelo Confiança em menos de dois minutos fez calar os quase 18 mil torcedores presentes ao Mangueirão, que vibravam intensamente até minutos antes com a vitória parcial de 2 a 0. O Remo não jogava bem, como de costume, mas construíra um placar razoavelmente folgado, embora perigoso, como se veria no final.
O dilúvio que despencou sobre o estádio no começo do jogo foi uma espécie de presságio. O Remo começou errando muito, sem encaixar as tentativas de ataque, mas se beneficiando da pouca agressividade do time sergipano.
Aos 25 minutos, no primeiro bom ataque azulino, Gerson cruzou da esquerda e o lateral Felipe Cordeiro furou dentro da área. Luiz Eduardo aproveitou a falha para cutucar para as redes. O gol empolgou ainda mais a massa azulina nas arquibancadas – recorde de público na Série C.
Logo no início do 2º tempo, Eduardo Ramos descolou um lançamento perfeito para Pimentinha invadir a área em diagonal e bater para as redes. O gol incendiou o Mangueirão, pois abria a perspectiva até de uma goleada.
Aos poucos, porém, o time foi caindo de rendimento e permitindo a chegada do Confiança. Em lance de escanteio, França agarrou um atacante na área e o árbitro marcou pênalti. Tito cobrou e Vinícius defendeu bem.
Nem isso serviu de alerta. Léo Goiano, que já havia tirado Léo Rosa no intervalo, lançando Ilaílson pela direita, substituiu França por Igor João, atraindo ainda mais o Confiança para o campo de defesa azulino. A troca foi mal recebida pela torcida, que queria Flamel. O meia-atacante, que chegou a ser cogitado para entrar jogando, era a alternativa óbvia.
Com o time azulino postado atrás, o Confiança decidiu ir para o tudo ou nada. Tito passou a jogar pela esquerda, em cima de Leandro Silva (que saiu da zaga para virar lateral), e Frontini passou a ser mais acionado, chegando a botar uma bola na trave, com um tiro forte da intermediária. Rafael Villa se tornou outra presença constante junto à área.
Aos 36 minutos, começou a derrocada remista. Um erro de marcação na esquerda deixou Tito livre para arrematar rasteiro, abrindo esperanças para o Confiança. Um minuto depois, em jogada parecida, também no lado esquerdo remista, Villa recebeu e bateu na gaveta, empatando o jogo.
Um duro castigo que poderia ter sido evitado nos instantes finais, quando o Remo teve três boas chances, salvas em cima da linha.
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