“Sou da época em que jogavam Remo e Paysandú, cada um no seu respectivo estádio, na mesma hora, como uma espécie de tira-teima, e também como atrativo para o torcedor que queria ver o seu time levar mais torcida. Sei que nunca vai ficar esclarecido, como no caso do homem do sapato branco que confessou ter comprado títulos para seu clube de coração, mas noticiava-se à boca pequena que endinheirados do Paysandú chegavam a comprar ingressos e distribuir a seus torcedores como forma de engordar o número de público. Pois bem, nem assim o time bicolor conseguia botar mais gente no estádio como o Remo.
Isso porque a torcida do Leão Azul é simplesmente maior. Além disso, o público do Remo que vai a estádio é também maior. Contra fatos não há argumentos.”
Antonio Valentim, a propósito de recente comparação de público nos estádios, favorável ao lado azulino.
“Só na adversidade mais braba é que a torcida do Papão dará resposta. Lembremos que a massa bicolor ganhou o apelido de 'fiel' na década de 1970, época em que o Remo surfava nas ondas da simpatia do regime militar e foi 'nomeado' o representante do Pará nas disputas nacionais, mesmo com a Tuna sendo campeã de 1970, e o Paysandu bi, em 1971 e 1972. Veio o século XXI e o Papão passou a ser hegemônico, com conquistas até então impensáveis pra realidade do nosso futebol e junto vieram os maiores públicos já registrados na história do Mangueirão.
Hoje essa hegemonia perdura, todavia, muito mais pela decadência do rival, daí a torcida bicolor demonstrar ter hoje o mesmo nível de exigência que tinha a massa azulina há tempos atrás, enquanto hoje os azulinos dormem, sonham e acordam pensando em superar o rival, esta a maior motivação da torcida remista ter comportamento semelhante aos torcedores do Papão daqueles tempos e vice versa”.
Jorge Paz Amorim, a respeito do mesmo levantamento sobre torcidas.
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