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GERSON NOGUEIRA

Remo & Ramos: novela que expõe questões maiores

Muita gente já dava como certo o fim do ciclo de Eduardo Ramos no Evandro Almeida. Notícias surgidas ontem indicam que a história do camisa 10 pode ter uma reviravolta. Parte da diretoria tende a concordar com a permanência do jogador – por achar que vale

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Muita gente já dava como certo o fim do ciclo de Eduardo Ramos no Evandro Almeida. Notícias surgidas ontem indicam que a história do camisa 10 pode ter uma reviravolta. Parte da diretoria tende a concordar com a permanência do jogador – por achar que vale a pena ter um meia-armador de talento no time e também por não querer encarar problemas trabalhistas causados por acordos não cumpridos com o atleta.

O fato é que, 109 jogos depois, Ramos segue como um enigma difícil de decifrar. Foi campeão estadual em 2014 e 2015 e contribuiu para o acesso à Série C, mas enfrenta questionamentos junto ao torcedor pelos altos e baixos com a camisa remista.

Nas redes sociais e no blog campeão, posições divergentes quanto ao papel do camisa 10. Para Lopes Junior, a questão é mais em cima. “Sou favorável à manutenção de Eduardo Ramos no elenco, mas sou mais a favor ainda de uma profissionalização da gestão do clube, embora duvide que esta profissionalização ocorra logo, de modo a gerir com qualidade o futebol azulino já em 2018”.

Avalia que Ramos é um jogador que depende de estrutura mínima profissional “para render o máximo pelo tempo que se queira, ou por manter uma regularidade acima da média ao longo de todo um campeonato. A razão dos sucessivos fracassos azulinos não está nesse ou naquele jogador, mas na mais completa falta de profissionalismo para com o elenco, ou no que também é conhecido simplesmente como amadorismo”.

Para Lopes, Ramos é um jogador que se adaptou ao clube, à cidade e à torcida, e não deve ser desprezado. Ressalta que as sucessivas mostras de amadorismo ao longo deste ano indicam que isso não atrapalhava o clube enquanto os times do interior e de fora, considerados tecnicamente inferiores, não possuíam estrutura e planejamento equivalentes ao do Remo, há 10 ou 20 anos.

“Entendo que esse é o tamanho do atraso azulino – uma ou duas décadas –, em que muita coisa aconteceu e o clube perdeu o bonde da história. Quero dizer, o Clube do Remo não se modernizou, permanecendo nas mãos de dirigentes ultrapassados e com visão muito distante da realidade atual do mercado do futebol. E está pagando caro por isso”, finaliza.

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