Não é novidade que o torcedor anda insatisfeito com a trajetória do Papão na Série B. Além da baixa pontuação, a equipe não rende em campo, sendo quase sempre dominada pelos adversários sem demonstrar a mínima fibra ou capacidade de reação. Em comentário no blog campeão, José Marcos Lima de Araújo (Marcão) observa que a torcida não se voltou contra o time, mas não deixa de ver que “existe a prevalência de uma direção do clube que age, ou vem agindo, com extremo amadorismo na gestão do futebol e com esmero profissional na gestão administrativa do Papão”.
Reconhece os avanços no aspecto administrativo, a valorização da marca, a estabilidade das contas. Mas, segundo ele, no futebol é um deus-nos-acuda. E exemplifica: “Afastam um dos melhores atacantes da equipe porque não é lá essas coisas de ajuizado. O Leandro Carvalho era um de nossos melhores jogadores, mas não era muito obediente, preferia um barzinho em vez de ir à missa ou ao culto nas horas vagas. Ora, se fosse esse o critério nunca jogariam no Papão o Serginho Chulapa, o Afonsinho, o Paulo Cezar Caju e até o Garrincha, só pra citar alguns”.
Segundo ele, o amadorismo se traduz na teimosia de não aceitar as críticas da torcida. “A mesma diretoria que gera o crescimento do Paysandu deixa a desejar no futebol ao não contratar as peças necessárias. Não consegue repetir a velha fórmula da construção de equipes vitoriosas: manutenção das boas peças, completar com jogadores da base e jogadores que se destacaram em equipes locais e contratando poucos, mas comprovados, jogadores de qualidade como reforços. Devagar, ano a ano, se monta uma equipe vencedora. Mas, numa atitude amadora, segue empresários que querem empurrar seus bondes, seus cones, com o único objetivo de lucro”.
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