O Remo virou uma caixa-preta em termos de gestão e contabilidade. Poucos arriscam dizer quanto o clube tem hoje em reservas, se é que ainda tem alguma coisa. Os métodos do atual presidente não facilitam o levantamento desses valores. O problema é que alguém, além do próprio mandachuva, precisa ter a noção real da situação financeira do clube. Isto seria uma das atribuições do Conselho Deliberativo, mas, nas instâncias leoninas, deliberar é sempre a última das possibilidades.
Em meio aos protestos e críticas contra Manoel Ribeiro floresce a desconfiança de que existam figuras interessadas exclusivamente no caos dentro do clube. Como estatutariamente o presidente só pode ser afastado pela Assembleia Geral diante de comprovadas ilicitudes, tornando pouco provável a destituição de MR, a gestão deve seguir enfraquecida e trôpega por mais um ano, sujeita a ventos oportunistas e pouco republicanos.
Grandes azulinos que não convivem mais com as decisões no clube alertam para o risco do aparecimento de aventureiros, sempre dispostos a dar pouco (em trabalho) em troca da grande visibilidade que o clube oferece. Alguns avançam além do costumeiro ‘voluntariado de ocasião’ e se prontificam até a emprestar valores, buscando sempre ressarcimento a juros nem sempre compatíveis com a inflação.
O Remo, definitivamente, não é para amadores.
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