Conversei com Abílio Couceiro muitas vezes, no Mangueirão e na Curuzu, às vezes por telefone. Um desportista como poucos e um alviceleste de alma e coração. Ciente de minha paixão pela Estrela Solitária, separou e me encaminhou revistas, álbuns e livros que contam parte da gloriosa saga do clube que deu Garrincha, Nilton Santos e Jairzinho ao planeta. Guardo com zelo em minha galeria particular de obras e símbolos botafoguenses.
Publicitário dos mais talentosos, cunhou slogans e bordões que o povo se acostumou a reproduzir desconhecendo o cérebro por trás da ideia. Sua morte consternou a todos que amam futebol e sabem distinguir torcedores de desportistas. Abílio pontificava no segundo grupo, sem deixar de pertencer ao primeiro. Vai fazer falta.
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