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MP investiga fraude, mas Cetap descarta

O Ministério Público do Estado (MP) instaurou procedimento administrativo para investigar acusações de fraude no concurso para Guarda Municipal de Belém (GBel), realizado no último domingo, na capital paraense. A decisão foi tomada, ontem, pela promotora

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O Ministério Público do Estado (MP) instaurou procedimento administrativo para investigar acusações de fraude no concurso para Guarda Municipal de Belém (GBel), realizado no último domingo, na capital paraense. A decisão foi tomada, ontem, pela promotora de justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, Maria da Penha de Mattos Buchacra Araújo, por meio da portaria nº 001/2012. O MP também requisitou instauração de inquérito policial à Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), da Polícia Civil.

O MP recebeu, na manhã de anteontem, a denúncia de que um dos candidatos que fazia prova na Escola Estadual Raymundo Martins Viana estaria recebendo as respostas por meio de um fone de ouvido no celular. Alguns candidatos se sentiram prejudicados e não prosseguiram com a prova.

A promotora ouviu, ontem, os depoimentos de três pessoas “que indicaram a possibilidade de fraude”, segundo a assessoria do MP. Na próxima segunda-feira, serão ouvidos mais dois candidatos. Conforme o resultado das investigações, outras medidas serão tomadas.

A inspetora geral da Guarda, Ellen Margareth, preferiu não se manifestar a respeito do assunto. A assessoria de imprensa da Guarda informou somente que o comando da GBel decidiu não comentar a decisão do MP por entender que a GBel “não é parte desse processo”.

Segundo a assessoria, qualquer manifestação deve ser dada pelo Centro de Extensão, Treinamento e Aperfeiçoamento Profissional Ltda (Cetap), realizador do concurso e o único citado pelo MP.

CENTRO DESCARTA
O diretor do Cetap, Luis Eduardo Onishi, disse que o centro “está 100% despreocupado com a possibilidade de fraude e anulação do concurso”. Segundo ele, já foi constatado que o candidato flagrado com o fone de ouvido e o celular não fraudou a prova.
O diretor do Cetap garante que ele mesmo já verificou o cartão-resposta do candidato e as respostas dele não batem com as do gabarito da prova.

Onishi afirmou que o candidato, identificado somente pelo prenome de Elias, teria cometido um ato isolado que acabou tumultuando o local de provas, na escola Raymundo Martins Vianna.

Onishi disse que já sabia da abertura do inquérito e que acha “normal o MP pedir abertura de investigação. Esse é o papel dele”. Ele disse também que conversou com a promotora Maria Buchacra. “A gente tem certeza de que o gabarito não vazou. Não houve fraude”, reafirmou Onishi. (Diário do Pará)

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