“Todos os recursos serão analisados e todos os candidatos terão uma resposta individual. Os testes estão todos gravados e nós temos como oferecer embasamento técnico a respeito do resultado. Se for necessário que algum candidato, porventura, precise refazer o teste, ele fará.”, afirmou o diretor-presidente do Cetap (Centro de Extensão, Treinamento e Aperfeiçoamento Profissional), Ricardo Gluck Paul.
O Cetap é a empresa responsável pelo concurso público que visa preencher 272 vagas que foram abertas para a Guarda Municipal de Belém. Candidatos protestaram no último dia 7 pedindo a anulação do Teste de Aptidão Física que, segundo os homens que se candidataram às vagas, foi realizado de forma irregular.
O Cetap nega qualquer descumprimento do edital e informa que, até a manhã de ontem, não foi procurado pela Justiça para esclarecer qualquer procedimento realizado durante o exame. “Nós temos dez anos de experiência na área e sabemos que estamos lidando com uma situação delicada. É o sonho de muitas pessoas em jogo, mas não podemos tomar decisões omissas”, afirmou.
Segundo ele, as queixas apresentadas pelos candidatos não se sustentam. “Eles reclamam do tempo de preparação, que foi pouco, mas assim que lançamos o edital, três meses antes (em 24.01.2012), estava especificado que o tempo entre a prova objetiva e o exame prático seria aquele”, disse Ricardo.
ESCLARECIMENTOS
Em relação à queixa dos candidatos que não haviam sido informados que não poderiam ser usadas luvas durante o exame da barra, o presidente esclarece: “Estava claro no edital: ‘a palma da mão na barra’. A barra estava fixa, nós temos filmagens disso. Se nós formos especificar tudo que não é permitido... Nós seguimos padrões adotados em qualquer lugar do Brasil”.
Ainda segundo o presidente do Cetap, a informação de que graduandas em educação física estavam fazendo a vistoria do exame é equivocada. “A equipe de avaliadores era formada exclusivamente por graduados, devidamente registrados no Conselho Regional de Educação Física. As moças que eram acadêmicas do Curso de Educação Física atuaram como estagiárias, fazendo serviços de apoio, como levar os candidatos para a outra bateria de exercícios. Elas não tinham qualquer relação com o processo de avaliação do candidato”, afirma Ricardo. (Diário do Pará)
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