O presidente da Asconpa (Associação dos Concursados do Pará), José Emílio Almeida, reúne-se neste momento com a promotora de Justiça de Direitos do Consumidor, Maria da Penha Matos Araújo, no Ministério Público do Estado (MPE), para atualizar informações e definir como deverá proceder no pedido de cancelamento do teste de aptidão física (TAP) para cerca de 100 candidatos que se sentiram prejudicados pelo edital número 02/2012 do concurso da Guarda Municipal de Belém (GBel). O TAP equivale à segunda fase do concurso.
José Emílio explicou que além de apresentar o edital do teste físico somente 12 dias antes da prova, realizada nos dias 29 e 30 de abril, várias falhas foram detectadas no certame. "No dia do teste foi proibida a entrada de acompanhantes, como familiares que queriam acompanhar a prova dos candidatos, também não foi permitido o uso de luvas de proteção para a realização do teste estático de barra. Nada disto estava previsto no edital", alegou José Emílio.
Outra reclamação dos candidatos trata do fato das barras para teste estático ficarem expostas ao sol durante os testes. "À medida que o sol ia avançando, as barras ficavam cada vez mais quentes. E como os candidatos não podiam usar luvas, isso fez com que alguns se sentissem prejudicados", explicou.
José Emílio informou que já deu entrada em um documento pedindo esclarecimentos sobre as irregularidades do edital junto a GBel, a Secretaria Municipal de Administração (Semad) de Belém e ao Centro de Extensão, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cetap), empresa responsável pelo certame.
O próximo passo deve ser reunir todos esses documentos e depoimentos dos candidatos para pedir oficialmente, junto ao Ministério Público, a anulação do teste e o agendamento de uma nova data para a realização do exame. (DOL)
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