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CONCURSOS

Fraudes exigem cada vez mais segurança

No Pará, considerando apenas as últimas três seleções para a área de segurança pública – Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal de Belém – foram mais de 100 mil inscritos. Pessoas que sonham em conquistar uma vaga na administração pública, mas

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No Pará, considerando apenas as últimas três seleções para a área de segurança pública – Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal de Belém – foram mais de 100 mil inscritos. Pessoas que sonham em conquistar uma vaga na administração pública, mas que a cada nova notícia de fraude têm abalada a segurança em relação aos processos seletivos realizados.

No último domingo, o engenheiro ambiental Cleiton Oliveira, 26 anos, misturou-se a outros 5.579 candidatos que disputavam uma das 250 vagas para o cargo de escrivão da Polícia Civil. Para enfrentar, a concorrência dos 22,31 candidatos por vaga intensificou a rotina de estudos já iniciada nos últimos anos . Ainda sem saber do resultado final, está frustrado.

A notícia da prisão de sete pessoas envolvidas em um esquema de tentativa de fraude e os boatos espalhados pelas redes sociais de envelopes de provas com lacres rompidos não deixam dúvida ao candidato. “Acho que a prova deveria ser cancelada. A sensação é de desrespeito com o candidato que passa noites e madrugadas estudando”, disse o rapaz que continua a maratona de estudos, agora se preparando para um novo concurso.

Professor de legislação do Curso Exemplo, Sílvio Caminha, diz que quando o assunto é concurso da área de segurança pública, muitos candidatos acabam se preparando para as notícias envolvendo fraudes no processo. “Parece que está normatizado, concurso da área de segurança vai ter fraude. Tem sido assim em praticamente todos os concursos da Polícia Militar”, afirma Sílvio.

O Governo do Estado, mantém com a Universidade do Estado do Pará (UEPA) um convênio de cooperação técnica que permite à universidade realizar concursos públicos para o governo, mas isso não se refere a nenhuma exclusividade. O Estado afirma que também pode realizar o concurso diretamente, e quando faz, seguindo os trâmites da Lei de Licitação, como fez com a MS Sarmento [vencedora da licitação para o concurso da Polícia Civil] e que não há nenhuma irregularidade no processo. “Não existe nenhuma relação estranha em relação a isso. É uma situação de normalidade na administração dispor dos seus próprios meios para operacionalizar os diversos concursos públicos.”, esclarece a secretária de Estado de Administração, Alice Viana, Diretor do Centro de Extensão, Treinamento e Aperfeiçoamento Profissional (Cetap), Luís Eduardo Onishi, afirma que investimentos em segurança são uma das principais preocupações que qualquer empresa de seleção. Segundo ele, os gastos com o segmento chegam a 20% dos custos totais do concurso. “Menos que isso é contar com um barato que sairá caro”, afirma.

Ele diz que para evitar fraudes, empresa montou um procedimento chamado cadeia de custódia, envolvendo poucos funcionários no processo de impressão das provas. Após elaborada, as provas são impressas em gráfica própria onde ficam no máximo dois funcionários da empresa e um perito oficial que acompanha todo o processo e, ao final, emite um laudo técnico. Os funcionários só tem acesso à capa e contra capa das provas que já saem das máquinas grampeadas e seguem para envelopes que são imediatamente lacrados e organizados em malotes, também invioláveis, até o dia da prova. Todo o procedimento é filmado. Após a realização das provas, Onishi afirma que os cartões respostas são lacrados e lidos em audiência pública. “Há três anos criamos esse procedimento. Convidamos representantes da contratante, dos candidatos e o peritos para acompanhar a leitura óptica dos cartões. Dessa forma não há como acontecer mudanças em respostas, o que dá mais segurança ao candidato”, afirma.

(Diário do Pará)

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